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O preço do barril de petróleo registrou queda nesta quarta-feira, 25, operando abaixo de US$ 100, após os Estados Unidos enviarem uma proposta de paz ao Irã na tentativa de encerrar o conflito no Orie


O preço do barril de petróleo registrou queda nesta quarta-feira, 25, operando abaixo de US$ 100, após os Estados Unidos enviarem uma proposta de paz ao Irã na tentativa de encerrar o conflito no Oriente Médio.

O recuo de 5%, a US$ 97 por barril, em relação ao fechamento da última terça-feira, 24, reflete o otimismo do mercado financeiro diante de uma possível solução diplomática, reduzindo o prêmio de risco. O plano de 15 pontos foi transmitido à Teerã por meio de canais diplomáticos no Paquistão nos últimos dias.

Esta movimentação é considerada crucial para a estabilidade econômica global, uma vez que a continuidade das hostilidades vinha pressionando os custos de energia e as expectativas inflacionárias.

Proposta de paz e reação dos ativos

A estratégia de Washington para mitigar a crise envolve termos que abrangem desde o programa de mísseis iraniano até restrições ao enriquecimento nuclear e ao apoio a milícias regionais.

O plano, que teria sido modelado a partir de rascunhos elaborados pela administração anterior, ainda aguarda uma resposta oficial do Irã.

No entanto, o presidente dos EUA, Donald Trump, indicou que o governo iraniano tem demonstrado uma postura dialógica nas negociações que precedem o prazo final estipulado para esta sexta-feira, 27.

Riscos geopolíticos no radar

Apesar do alívio temporário nos preços das commodities, o cenário no terreno militar permanece complexo.

Dados compilados pelo Financial Times indicam, também, que o Irã lançou mais de 1.000 mísseis e 3.000 drones contra vizinhos do Golfo, como Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, desde o início das hostilidades.

Paralelamente, Israel intensificou incursões aéreas no sul do Líbano, resultando em um balanço de mortos que já soma cerca de 1.080 pessoas, segundo dados do Ministério da Saúde libanês reproduzidos pelo veículo.

O envio de reforços militares pelos EUA ocorre simultaneamente ao esforço diplomático, mantendo a atenção dos investidores sobre a sustentabilidade da queda nos preços do petróleo.

Ana Luiza Serrão – Exame

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